Gerenciamento de Resíduos Industriais

Os resíduos industriais constituem um problema ambiental e o seu gerenciamento deve ser conduzido de forma adequada, seja pelo tratamento, disposição final ou reciclagem. Os resíduos sólidos gerados nas indústrias devem ser segregados de acordo com a norma NBR 10.004 da ABNT e serão tratados e/ou destinados adequadamente de acordo com as suas características.
A especialidade da RETECé o Gerenciamento Integrado dos Resíduos Industriais, buscando soluções ambientalmente adequadas a todos os resíduos gerados nas atividades da empresa. 

O CORRETO GERENCIAMENTO SEGUE AS ETAPAS DESCRITAS ABAIXO:

1º ELABORAÇÃO DE PGRS

A empresa deverá possuir Plano de Gerenciamento de Resíduos – PGRS atualizado e seguir o conteúdo mínimo do artigo 21 da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010.

2º ELABORAÇÃO DE FICHA E ENVELOPE DE EMERGÊNCIA

De acordo com o Decreto nº 96.044/1988 e Resolução ANTT nº 5232/2016 e suas alterações, a ficha de emergência e seu respectivo envelope de emergência é um documento de responsabilidade do expeditor do resíduo. A norma que especifica todos os requisitos desta ficha e deste envelope é a ABNT NBR 7503.

3º EMISSÃO DE DTRP

De acordo com o Decreto Estadual Nº 14.024 de 06 de junho de 2012, a Declaração de Transporte de Resíduos Perigosos – DTRP deverá ser emitida pelo gerador de resíduos perigosos, no caso de transporte intermunicipal totalmente dentro do estado da Bahia, devendo constar a quantidade anual estimada de resíduos transportada, empresa transportadora e tipo e local de destinação/disposição.

4º SEGREGAÇÃO DE RESÍDUOS NOS PONTOS DE GERAÇÃO

Os resíduos sólidos industriais devem ser segregados de acordo com a periculosidade, conforme a Lei Nº 12.305, de 02 de agosto de 2010 e a norma ABNT NBR 10.004. Outros tipos de segregação poderão ser aplicados a critério do gerador.

5º ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO DE RESÍDUOS

Os resíduos sólidos devem ser armazenados temporariamente para posterior tratamento e/ou destinação/disposição final ambientalmente adequada, de acordo com a classificação. Para armazenamento de resíduos perigosos, deve-se considerar a norma ANBT NBR 12.235. Para armazenamento de resíduos não perigosos, deve-se considerar a norma ANBT NBR 11174.

6º REGISTROS DE MOVIMENTAÇÃO DE RESÍDUOS

Todos os registros relativos ao tipo e quantidade dos resíduos produzidos e o encaminhamento dado aos mesmos devem ser mantidos atualizados.

7º COLETA DE RESÍDUOS

O transporte dos resíduos é realizado pela RETEC em veículos adequados para cada tipo de resíduo e suas embalagens. Os motoristas são capacitados com o Curso Movimentação de Produtos Perigosos – MOPP. Os motoristas e ajudantes são treinados para atendimento a Emergências e portam os EPIs conforme Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA elaborado por Engenheiro de Segurança do Trabalho com registro do CREA.

8º TRATAMENTO DE RESÍDUOS

O tratamento é aplicado aos resíduos perigosos e consiste na aplicação de método, técnica ou processo que modifique as características dos riscos inerentes aos resíduos, reduzindo ou eliminando o risco de dano ao meio ambiente, tornando-o não perigoso.

9º DESTINAÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA

Os resíduos não perigosos coletados podem ser enviados para reutilização, reciclagem, compostagem, recuperação ou aproveitamento energético, quando tecnicamente e economicamente viável.

10º DISPOSIÇÃO FINAL AMBIENTALMENTE ADEQUADA

Os rejeitos não perigosos são enviados para aterro sanitário e os rejeitos perigosos para aterro industrial (Classe I), licenciados junto ao órgão ambiental competente.

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