Aviões, poluição aérea e os principais aeroportos do Brasil

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A aviação é responsável pelo consumo de cerca de 3% dos combustíveis fósseis do planeta e por 12% das emissões de gás carbono relacionadas a transporte, segundo dados reunidos em estudo do Laboratório para Aviação e Meio Ambiente, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), dos Estados Unidos. Além do gás carbónico, o trânsito de aviões também gera emissão de outros poluentes, afetando a qualidade do ar (o que provoca impactos de saúde) e alterações climáticas. No hemisfério norte, onde estão concentradas as principais rotas de voo do planeta, não só os pesquisadores do MIT, mas ambientalistas, representantes da sociedade civil e autoridades têm debatido como como frear o uso exagerado de aviões, reduzir a poluição gerada por eles e minimizar o impacto decorrente de tal poluição. Na Europa, tal preocupação virou política pública e as empresas foram forçadas a tomar providências.
No Brasil, em meio às discussões sobre a infraestrutura para receber eventos internacionais, com o país sediando a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos em 2016, a pressão é para que a capacidade aérea seja ampliada. Hoje, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), as metrópoles que concentram maior número de voos no Brasil são, nesta ordem, São Paulo (Aeroporto de Guarulhos e Congonhas), Brasília, Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), Salvador, Belo Horizonte (Confins), Curitiba, Porto Alegre e Campinas. Na última década, a quantidade de passageiros transportados mais do que dobrou, em uma tendência de crescimento que deve se intensificar nos próximos anos.
De 2011 para 2012, a região da América Latina e Caribe ficou atrás apenas do Oriente Médio em crescimento do número de passageiros transportados, com aumentos de 8,4% e 16,8%, respectivamente, conforme dados Organização Internacional de Aviação Civil. A progressão do número de voos na região é reflexo de avanços econômicos e da popularização dos voos, com mais gente tendo acesso ao transporte aéreo. Mas, ao se analisar as mudanças em curso, é preciso não apenas considerar os sinais positivos, como ter em mente também as consequências e riscos de se banalizar do uso de aviões. (Do Eco Data)

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