BALEIAS CHEGAM CEDO AO BRASIL

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Com as atividades presenciais reduzidas em diversas regiões do país, o mar brasileiro está mais silencioso e há menos embarcações circulando. Mesmo assim, seguindo as orientações dos órgãos competentes e adotando medidas preventivas de contaminação, diversos pescadores seguem trabalhando, e os pesquisadores também. É através deles que desde o dia 30 de abril tem sido registrada a chegada de baleias-jubarte em águas brasileiras. Primeiro ao largo de Ilhabela, em São Paulo, e depois no Rio de Janeiro e Espírito Santo, as jubartes chegaram cedo para acasalar, parir e amamentar seus filhotes no inverno e primavera, nas águas mais calmas, quentes e rasas da costa brasileira, vindas das regiões de alimentação no entorno da Antártida.

Em função das limitações para a prevenção do COVID-19, as atividades programadas de pesquisa e monitoramento das baleias estão restritas até o momento, mas o Coordenador Geral do Projeto Baleia Jubarte, Eduardo Camargo, está otimista: “graças à contribuição de parceiros de outras instituições que auxiliam no monitoramento das baleias e também de pescadores conscientes que nos enviam registros, estamos podendo acompanhar a chegada das jubartes, e seguimos nos preparando para retomarmos a pesquisa de campo assim que possível dentro das orientações de segurança para as equipes e população em geral”.

As operadoras brasileiras de Turismo de Observação de Baleias, que todo ano aguardam ansiosamente a chegada das baleias, agora também estão esperando o momento adequado para voltar a aproximar as pessoas das jubartes. “O Turismo de Observação no Brasil já rende milhões de reais para as comunidades costeiras onde é praticado, além de contribuir decisivamente para a pesquisa e a educação ambiental”, diz Sergio Cipolotti, Coordenador Operacional do Projeto Baleia Jubarte e responsável há mais de duas décadas pelo apoio do Projeto ao desenvolvimento da atividade. “Com a recuperação das ‘nossas’ jubartes da matança realizada pela caça comercial, a tendência é que mais regiões da costa brasileira sejam ocupadas pelas baleias e com isso passem a ter potencial para desenvolver o turismo de observação, gerando emprego e renda com a conservação marinha. Estamos nos preparando para dar todo apoio às operadoras e às autoridades locais de Turismo para vitaminar a retomada das atividades, assim que houver segurança para tanto”, acrescentou Cipolotti.

A temporada reprodutiva das baleias-jubarte no Brasil vai até outubro/novembro e os pesquisadores estimam que a população brasileira da espécie já tenha ultrapassado os 20.000 animais. O Projeto, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, também está preparando os seus Espaços Baleia Jubarte em Vitória (ES) e na Praia do Forte (BA), que recebem anualmente milhares de visitantes interessados em conhecer mais sobre o mundo das baleias e sua conservação, para a reabertura e organizando a agenda de atividades culturais, artísticas e esportivas que tradicionalmente movimentam as localidades onde o Projeto Baleia Jubarte atua ao longo das costas baiana e capixaba. Enquanto isso, diversas atividades estão sendo realizadas de forma virtual através das redes sociais do Projeto.

Sobre o Projeto Baleia Jubarte Atuando há mais de 30 anos na pesquisa e conservação das baleias-jubarte e do ambiente marinho no Brasil, o Projeto Baleia Jubarte, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, integra a Rede BIOMAR juntamente com outros projetos patrocinados pela empresa (Projeto Albatroz, Coral Vivo, Golfinho Rotador, Meros do Brasil e TAMAR), que atuam de forma integrada na conservação da biodiversidade marinha do Brasil. O Projeto Baleia Jubarte é realizado pelo Instituto Baleia Jubarte a partir de suas sedes na Praia do Forte e em Caravelas, Bahia, e em Vitória, no Espírito Santo. Por meio deste projeto são realizadas ações de pesquisa científica, turismo responsável, ações de educação ambiental, bem como atividades de conservação que tem contribuído para o sucesso da recuperação da população de jubartes do atlântico sul ocidental. Mais informações sobre as atividades podem ser obtidas em www.facebook.com/projetobaleiajubarte e em www.baleiajubarte.org.br.
*Foto: Divulgação da Ong

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