Brasil defende integração na biodiversidade

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Brasil defende integração na biodiversidade
O mundo definirá os próximos passos para a conservação dos ecossistemas e animais que habitam o planeta. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, representou o Brasil na abertura do segmento de Alto Nível da 13ª Conferência das Partes (COP 13) sobre diversidade biológica, na cidade mexicana de Cancun. O país defenderá, entre outros pontos, a integração das medidas de proteção da biodiversidade com o setor produtivo.
Mais de 100 ministros de Estado e 10 mil representantes dos setores públicos e privados e da sociedade civil de todo o mundo participaram da Cúpula para fortalecer a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas. A pauta incluiu questões ligadas ao progresso na implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e às Metas de Aichi, um conjunto de objetivos para reduzir a perda da biodiversidade a nível mundial.
O segmento de Alto Nível produzirá uma declaração conjunta dos ministros e um relatório para a presidência mexicana da COP 13, que conduzirá as negociações ao longo das próximas duas semanas. Os trabalhos se concentrarão em planos e políticas nos setores de agricultura, silvicultura, pesca e turismo, além de medidas para evitar os impactos negativos e promover melhorias nessas atividades.
BRASIL
Detentor de uma das maiores biodiversidades do planeta, o Brasil desempenhará papel central na Cúpula. Com a mais rica flora do mundo, o país reúne mais de 15% do total de espécies globais e defenderá metas de peso para garantir a conservação dentro e fora do território nacional. Os temas prioritários para o Brasil incluem proteção florestal, planejamento espacial marinho, ecoturismo, agricultura sustentável e segurança alimentar.
Os resultados brasileiros na agenda serão divulgados em stand do país na COP 13 e em reuniões e debates programados ao longo da Conferência. No próximo dia 5, o MMA apresentará os 15 anos do Projeto Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e o papel das unidades de conservação e dos corredores ecológicos na conservação da biodiversidade da América Latina. O Brasil também deverá participar do lançamento, pelo governo mexicano, das Diretrizes Voluntárias sobre Políticas Agroambientais na América Latina e Caribe.
A COP 13
A Conferência das Partes (COP) é o principal órgão da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD, na sigla em inglês) das Nações Unidas. A cada dois anos, os países signatários reúnem-se sob a COP para firmar pactos e analisar o andamento das metas firmadas anteriormente. A presidência mexicana da 13ª edição da Cúpula, em Cancun, definiu o tema “Integração da Biodiversidade para o Bem-estar” para orientar as negociações. Os principais itens da pauta serão:
– Avanço na implementação do Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020 e das Metas de Aichi;
– Inclusão da biodiversidade nos setores econômicos;
– Financiamento e meios de implementação de medidas;
– Cooperação com outras convenções e organismos internacionais;
– Acompanhar o Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, adotado em 2000;
– Acompanhar o Protocolo de Nagoya sobre Acesso a Recursos Genéticos e Repartição de Benefícios, adotado em 2010.

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