Dilma Rousseff apresenta medidas para preservar o meio ambiente

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Anúncio foi feito em discurso nas Nações Unidas.
A presidente Dilma Rousseff apresentou, nas Nações Unidas, a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa nos próximos anos. O anúncio faz parte da proposta que o Brasil irá expor na Cúpula do Clima, em Paris, na França, no fim do ano.
Os cientistas advertem: se a temperatura média da Terra subir mais que 2ºC neste século, grande parte do gelo dos polos derreterá. O nível dos oceanos subirá e as consequências serão catastróficas. É preciso deter com urgência o aquecimento da atmosfera; diminuir drasticamente a queima de combustíveis e florestas, que produz os gases que causam esse aquecimento.
Em dezembro, em Paris, uma conferência mundial pretende chegar a um acordo para deter a mudança no clima do Planeta. O Brasil apresentou sua proposta.
A presidente Dilma Rousseff apresentou metas ambiciosas para cortar a emissão dos gases que aquecem a atmosfera. Para atingir as metas, até 2013 o Brasil pretende reduzir a zero o desmatamento ilegal na Amazônia e aumentar a parte das fontes renováveis na geração de energia elétrica.
“O Brasil é um dos poucos países em desenvolvimento a assumir uma meta absoluta de redução de emissões. E nossas metas são tão ou mais ambiciosas que aquelas dos países desenvolvidos”, fala Dilma.
Além de zerar o desmatamento ilegal, as metas até 2030 são: reduzir em 43% as emissões dos gases que agravam o efeito estufa, tendo como base o ano de 2005; 23% da geração de energia elétrica serão renováveis, sem contar a energia hidrelétrica.
Para os ambientalistas, o anúncio das metas foi um avanço. “É comparável ao daqueles países que querem fazer mais, estão se dispondo a fazer mais. Mas não é suficiente do ponto de vista daquilo que a gente deveria fazer por nossa responsabilidade em relação ao clima e também em relação ao potencial que nós temos com benefícios para nossa economia”, diz Carlos Rittl, secretário executivo do Observatório do Clima.
Cinquenta mil pessoas, de mais de 95 nações devem participar em dezembro da Conferência do Clima.

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