Empresa do DF faz telhas ecológicas usando embalagens longa vida

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A embalagem longa vida, lançada na década de 1960, revolucionou a maneira de conservar os alimentos. Em 2013, 70 mil toneladas do produto, que é feito de papel, plástico e alumínio, foram recicladas por cooperativas de coleta seletiva. Ao invés de aumentarem as montanhas de lixo dos aterros sanitários, as caixinhas podem ser usadas na fabricação de tapumes, vassouras, canetas e até telhas.
Em Vicente Pires, cidade-satélite de Brasília, o empresário Ivanildo Rezende faz telhas e tapumes ecológicos a partir do material. O investimento inicial foi de R$ 300 mil na aquisição de máquinas, melhoria da rede elétrica, especialização da mão de obra e compra de matéria-prima. A fábrica produz até 1.500 peças por mês.
O empresário teve apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para melhorar a gestão do negócio. No ano passado, ele entrou no Agentes Locais de Inovação (ALI), programa que é uma parceria do Sebrae e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O participante recebe visitas de um especialista, que faz um diagnóstico da empresa e mostra como é possível inovar.
Após este acompanhamento, o empresário melhorou a gestão financeira e o marketing do negócio. Ele também realizou um planejamento estratégico e definiu a meta de crescimento. Hoje, a empresa faz apenas oito telhas por hora, mas o dono do negócio espera triplicar a produção.
A empresa fatura cerca de R$ 50 mil por mês – e a procura pelo produto só cresce. “Nós aumentamos em mais de 1.000% a produção. Estamos produzindo e vendendo por volta de 1.200 telhas e nós devemos isso ao Sebrae, porque ele nos ajudou muito com suas consultorias”, diz Rezende.

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