Encontro discute bacias hidrográficas do NE

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O ciclo de debates “O Brasil que cuida de suas águas”, que faz parte do processo participativo de elaboração do Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas (PNRBH), chega ao fim nesta quinta-feira (29) com a realização do Encontro Regional Nordeste, no auditório do Hotel Sol Barra, em Salvador (BA).
Além de representantes do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que coordena os debates, participarão do encontro representantes de órgãos regionais, academia, comitês de bacia, técnicos e instituições da sociedade civil.
Desde o início dos debates públicos em junho, foram promovidos encontros em Minas Gerais (11 e 13/06), Santa Catarina (20 e 21/08), Distrito Federal (4 e 5/10), Amazonas (26 a 28/09), Rio Grande do Sul (10 e 11/10), Rio de Janeiro (30 e 31/10) e São Paulo (8 e 9/11).
O encontro em Salvador vai focar nas bacias hidrográficas do Nordeste, que correspondem a 18% do total das bacias brasileiras. A hidrografia nordestina é considerada intermitente e irregular. Muitos rios da região estão sujeitos às alterações do clima semiárido.
PROGRAMA
O Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas tem o objetivo de definir ações de preservação, conservação e recuperação dos rios brasileiros. A sua elaboração, prevista para ser concluída no próximo ano, está a cargo da Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do MMA.
“A gestão das águas demanda uma abordagem abrangente e integrada, como fica evidente na Agenda 2030, especificamente no Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, que visa assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água”, afirma o secretário de Recursos Hídricos e Qualidade ambiental do MMA, Jair Tannús Júnior.
Entre as metas do ODS 6, prossegue o secretário, destacam-se a implementação da gestão integrada dos recursos hídricos e a proteção dos ecossistemas relacionados com a água, como florestas, rios, zonas úmidas, aquíferos e lagos.
“Nesse sentido, a revitalização se apresenta como uma oportunidade para a implementação da Agenda 2030, contribuindo com a melhoria das condições de oferta de água, em quantidade e qualidade, e integrando a gestão das águas com a gestão ambiental e demais políticas públicas. Com isso, pretende-se criar sinergias, otimizando esforços institucionais e investimentos, tendo a bacia hidrográfica como unidade de planejamento e gestão”, diz ele.

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