Fim dos lixões requer inclusão dos catadores, analisa Marcelino Galo

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Relator da lei que criou a Política Estadual de Resíduos Sólidos, o deputado estadual Marcelino Galo (PT) afirmou que a inclusão social, econômica e produtiva dos catadores de materiais recicláveis é um dos principais desafios à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, cujo prazo para os municípios substituírem os lixões por aterros sanitários venceu em 2 de agosto deste ano.
“As catadoras e os catadores estão no centro de duas premissas e prioridades da Política Nacional de Resíduos Sólidos. A primeira é justamente a inclusão desses agentes ambientais, como manda a lei. A segunda é a reciclagem, que do ponto de vista ambiental, é fundamental para a o reuso dos recursos naturais e diminuição da pressão por novos. Então queremos incluir os catadores nessa atividade econômica”, afirmou Marcelino Galo.
Segundo o parlamentar, para cumprir a lei é necessário também que as prefeituras tenham acesso desburocratizado a uma linha direta de recursos para a elaboração dos Planos Municipais de Resíduos Sólidos e gestão desses resíduos, e fortalecer, cada vez mais, os Consórcios Públicos Municipais e a política territorial.
“É preciso pensar no elemento humano, as milhares de pessoas que sobrevivem do lixo, muitos, há gerações. Propus a criação do Comitê de Inclusão Social, Econômica e Produtiva dos Catadores porque é preciso planejar o chamado “mercado do lixo”, fortalecendo as cooperativas e cadeias produtivas de coleta e reciclagem de resíduos sólidos, humanizando as condições de trabalho e de vida das pessoas que sobrevivem disso. Implementar essa política exige uma mudança comportamental e de valores da sociedade, inclusive quanto ao consumo”, completou Galo, que também preside a Frente Parlamentar Ambientalista da Bahia, onde criou um Grupo de Trabalho para debater e acompanhar a implementação da Política de Resíduos Sólidos no estado.

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