Líder do PV defende segurança alimentar e critica ataques à legislação ambiental

Compartilhe agora mesmo

O líder do Partido Verde, deputado Sarney Filho (MA), reafirmou a posição dos verdes contra a flexibilização da legislação ambiental na abertura do 1º Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, nesta quarta-feira, 8, no Senado Federal. “Nós fomos contra as mudanças no código florestal e contra a forma como se liberou os transgênicos no Brasil, sem estudos de impactos na natureza e na saúde”, disse o deputado, que criticou os grupos “que defendem seus interesses pessoais em detrimento dos interesses da sociedade”.
 
O deputado coordenou a mesa sobre Soberania, Segurança Alimentar e Nutricional. Ao defender a agroecologia e produção orgânica, Sarney Filho enfatizou que esta é a esta visão moderna de segurança alimentar. “Números dão conta de que a exportação de produtos orgânicos cresce a média de 100 a 200% ao ano. Mais e mais agricultores, pequenos e grandes, se incorporam, a esta filosofia”, disse o deputado. Para ele um dos grandes desafios da agroecologia é mostrar que é diferente, não apenas tecnologicamente, mas conceitualmente da agricultura convencional.
 
Para o deputado, cada vez mais, o conceito de segurança alimentar deve ser adotado em sua amplitude máxima. “Pensar no todo e não no particular; pensar no país e não somente no seu pedaço de terra. Pensar na saúde dos que trabalham na produção de alimentos e também na saúde de quem compra os alimentos. Pensar em como fazer com que mais e mais pessoas tenham acesso a este alimento de qualidade. Pensar na preservação do solo, das águas, da flora, da biodiversidade, como uma contribuição planetária”, exemplificou Sarney Filho.
 
Como desafio para a agroecologia, o deputado alertou para a necessidade de clarificar questões importantes e ao mesmo tempo buscar aliados. “Ainda somos poucos parlamentares, mas já contamos com a Frente Parlamentar Ambientalista, a Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica e a Frente de Defesa dos Povos Indígenas e outros movimentos que atuam em defesa do Brasil que nós queremos”, disse o deputado.
 
“Proponho questões para reflexão, que dizem respeito à soberania. Por exemplo, o meio ambiente está sendo devastado para produzir grãos que vão alimentar bovinos e suínos dos Estados Unidos, Europa, China e Japão. Isto é produzir alimentos? Qual o custo real de uma tonelada de soja quando sua produção resultou na extinção de nascentes, contaminação do solo e do ar, devastação de áreas de preservação?”, questionou.
 
O deputado afirmou, ainda, que a chamada revolução verde não resolveu o problema da fome, como foi prometido. E tampouco os transgênicos. “Com os transgênicos ocorreu exatamente o contrário do que foi prometido pelos seus defensores. Primeiro, eles disseram que a fome ia diminuir, mas a fome aumentou. Segundo, disseram que OGM usa menos agrotóxico, mas depois que os transgênicos entraram no Brasil, aumentou o consumo de agrotóxicos – o Brasil é hoje o maior consumidor de pesticidas do mundo”, criticou.

Compartilhe agora mesmo

Deixe uma resposta