Mais de R$ 2 milhões vão para a coleta seletiva em Salvador; sujões pagarão multa

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A coleta de lixo seletiva em Salvador foi o tema da palestra do secretário municipal de Cidade Sustentável, André Fraga, no primeiro dia de palestras do Fórum Agenda Bahia, que aconteceu dia 11 no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia.
Recém chegado de uma visita à Itália, onde foi conhecer o modelo de coleta seletiva do país europeu, André disse que viu nas práticas italianas um modelo inspirador e desafiador.
“Mas temos que ver o contexto de Salvador, que é diferente. Não temos política pública de coleta seletiva aqui. Se iniciou um projeto há 10 anos, mas ele foi descontinuado”, observou.
Lucro
Ele revelou que a prefeitura tem a proposta de trazer um programa de coleta seletiva para a cidade com o objetivo de transformar lixo em dinheiro. “Salvador produz, em média, 70 toneladas de resíduos por mês, e 46,37% desse material poderia ser reciclado. Poderíamos ter R$ 2.464.875,85 por mês com reciclagem”, mensurou.
No planejamento para a execução do programa, André conta que foram identificados três pilares: a demanda reprimida, os catadores avulsos e as 18 cooperativas de coleta seletiva existentes na cidade.
“Muita gente já faz a separação em casa, mas não tem um espaço para deixar. Então, uma das nossas metas é a coleta porta a porta”, contou. O secretário também confirmou a informação que foi divulgada pelo prefeito ACM Neto, de que, a partir do ano que vem, quem for flagrado jogando lixo na rua será multado.
“Não está definida a data, mas vai acontecer sim. A Semop [Secretaria Municipal de Ordem Pública] é que está operando isso com a Limpurb. Vão ter agentes nas ruas que vão multar as pessoas”, disse.
Criatividade é recurso econômico para Salvador
A consultora da Organização das Nações Unidas (ONU) Ana Carla Fonseca afirmou que Salvador tem grande potencial criativo e que, como outros municípios, tem o desafio de transformar criatividade em ativo econômico.
A afirmação foi feita no seminário Cidades Criativas e Inteligência Urbana, apresentado na tarde de ontem no Agenda Bahia. Ela defendeu o desenvolvimento de três pilares para que a capital baiana alcance o objetivo.
O primeiro é o investimento em inovação; o segundo, maior conexão entre as diversas áreas da cidade e entre as diversas “tribos” que a habitam; e, por fim, a valorização da cultura local, tanto no aspecto de formação da identidade do soteropolitano, quanto como elemento que propicia um ambiente inspirador da criatividade dos habitantes.
“No fundo, falamos de pessoas. Não é uma cidade que é criativa, mas as pessoas que moram nela é que são criativas”, argumentou. (Do Correio24horas)

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