Mosca Negra prejudica produção dos citros no Recôncavo Baiano

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Os citricultores do território do Recôncavo Baiano estão acumulando desde 2012, quando se percebeu a presença da praga da Mosca Negra. Muitos deles têm se desestimulado com a atividade e abandonado áreas produtoras.
A citricultura constitui-se na base da economia da região, sendo a principal fonte de renda da maioria dos agricultores familiares. Cultivada em quase todos os municípios, ocupa uma área de aproximadamente 10 mil hectares. Em 2014, alcançou uma produção de 169.928 toneladas de frutos, gerando uma receita bruta de R$74,9 milhões, segundo dados do Instituto Brasileiro Geográfico e Estatístico (IBGE) de 2014. Observa-se uma queda de aproximadamente 20% na produção de 2014 em relação a 2011.
Mosca negra
De origem asiática, a mosca negra (Aleurocanthus woglum) causa danos diretos e indiretos aos citros e prejudica o desenvolvimento e a produção das plantas. Pode ser disseminada por transporte de material vegetal, principalmente plantas ornamentais, pelo homem e carregada pelo vento.
As espécies de citros são os hospedeiros primários, mas a praga pode infestar mais de 300 espécies de plantas, incluindo abacateiro, cajueiro, videira, lichiera, goiabeira, mamoeiro, pereira e roseira, plantas ornamentais e daninhas, sendo transportadas facilmente entre regiões.

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