Seminário irá abordar dinâmica do carbono na Amazônia

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O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), por meio do Laboratório de Manejo Florestal (LMF), realiza de domingo (27/4) a terça-feira (29), o Seminário Final do Projeto Cadaf 2014: Dinâmica de Carbono da Floresta Amazônica. O evento acontecerá no Auditório da Ciência, situado no Bosque da Ciência do Inpa, com entrada pela rua Otávio Cabral, Petrópolis, zona Sul de Manaus (AM).
Flavia Durgante, que é mestre em Ciências Tropicais, explica que no contexto de mudança climática global, o carbono florestal é um ponto chave para conseguir amenizar o impacto das mudanças climáticas. Segundo ela, é preciso saber qual é o papel da floresta nesse contexto de mudança climática, sabendo que a floresta já possui uma grande quantidade de carbono armazenada nas árvores.
“Estamos trabalhando no sentido de quantificar o quanto de carbono florestal está estocado, o quanto a floresta absorve e o quanto ela emite e, também, buscar mecanismos para evitar emissões desse carbono florestal armazenado, ou seja, manter a floresta em pé”, explica.
O seminário tem como objetivo compartilhar com as organizações ligadas às questões de mudança climática global os desafios e as conquistas do projeto Cadaf, além de discutir abordagens e métodos para subsidiar a implantação do REDD+ (sigla para Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) na Amazônia. Participarão profissionais que lidam com projetos de carbono, gestores dos setores públicos e privados, ONGs, pesquisadores e pessoas interessadas no tema.
Dentre os palestrantes convidados, estão o superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, que falará sobre a experiência do projeto de carbono florestal na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Juma; a analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e responsável pelo REDD+, Letícia Guimarães; a pesquisadora Thelma Krug, representando o Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC); e o cacique Almir Suruí que falará da experiência do projeto de carbono na Reserva Indígena Sete de Setembro, localizada na fronteira entre Rondônia e Mato Grosso. O cacique ganhou recentemente da Organização das Nações Unidas (ONU) o prêmio de herói da floresta pelo seu trabalho de manter a floresta em pé.

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