Uso de águas subterrâneas na indústria é legal e reduz custos

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Segundo o presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), José Paulo Godoi Martins Netto, a utilização da água subterrânea garante forte redução de custos. As águas subterrâneas são de extrema importância para garantir disponibilidade hídrica e conta com grande vantagem por proporcionar redução de custo. Há 62,7 vezes mais água subterrânea do que toda a água superficial do Planeta.

No Brasil, existem 2,5 milhões de poços tubulares e 3,5 milhões de poços escavados/nascentes, onde se extraem mais de 18 bilhões metros cúbicos anual (m³/ano) de água, segundo o geólogo José Paulo Godoi Martins Netto, que é presidente da Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS).

“O que nem todas as pessoas sabem é que o uso de águas subterrâneas é legal e que elas não são obrigadas a comprar água da concessionária”, comentou Martins Netto.

Ele explicou que a Lei Federal 11.445 estabelece que a instalação hidráulica predial ligada à rede pública de abastecimento de água não poderá ser também alimentada por outras fontes. No entanto, o Decreto 7217/2010 esclarece que a instalação hidráulica predial mencionada é a rede ou tubulação, que vai da ligação de água da prestadora de serviços até o reservatório do usuário, ou seja, a rede da água subterrânea/ poço deve ser apenas separada da pública.

Segundo Netto, hoje, estudos mostram que quem mais faz uso de água subterrânea é a agricultura (30%), pois os volumes utilizados são enormes na irrigação por aspersão, além disso, há grandes perdas por este sistema. O abastecimento industrial com água subterrânea chega a 10%.

“Além da forte redução de custos com água, a subterrânea garante segurança no abastecimento e qualidade, preserva recursos naturais e grande vantagem competitiva nos empreendimentos”, ressalta Martins Netto, recomendando às indústrias investirem no uso de águas subterrâneas.

O geólogo pontuou o que deve ser feito para utilizar a água subterrânea: avaliação hidrogeológica e análise econômica para analisar a viabilidade, solicitar licença para perfuração do poço ou outorga de uso, perfurar, efetuar tratamento, cloração e fazer o controle de qualidade potável.

Ao fim da apresentação, em prol não só da preservação dos recursos naturais, mas também em benefício da população, ele recomendou a utilização dos diversos tipos de opções: abastecimento público, água de chuva, cisternas, reuso de água, dessalinização, focando mais no uso de água subterrânea e no controle de perdas.

Fonte: Negócios em Movimento.

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