Vitória de Trump não mudará relação comercial entre EUA e Brasil no setor florestal

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A eleição presidencial nos Estados Unidos foi definida na última quarta-feira, 11, com a vitória do candidato republicano, Donald Trump. Para Elizabeth de Carvalhaes, presidente executiva da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), o resultado não interferirá na relação comercial da indústria brasileira de árvores.
“O Brasil possui a melhor celulose de eucalipto do mundo, reconhecida pela sua qualidade e alta produtividade, o que nos torna o maior fornecedor mundial desta matéria-prima. Temos um mercado de celulose consolidado nos Estados Unidos, que representa 17% da receita das nossas exportações; e há importantes empresas de capital americano, do setor, que atuam no nosso País. Além disso, o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), em que empresas de ambos os países tratam ativamente das agendas comuns do setor privado”, avalia Elizabeth.
“E o setor de papel e painéis de madeira, que exportam 13% e 23% da receita para os Estados Unidos, respectivamente, não devem sofrer interferências”, complementa.
Atual presidente do International Council of Forest and Paper Associations (ICFPA), conselho que reúne as associações mundiais do setor de florestas, Elizabeth participa nesta semana 22ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP-22), em Marrakech, no Marrocos.
“Os compromissos firmados na Conferência do Clima, pertencem ao país, independente de quem governa, pois o Estado é soberano. Além disso, há um prazo de quatro anos, três de aviso prévio e mais um de permanência, para que um país revogue os compromissos assumidos, conforme determina o artigo 28 do Acordo de Paris; prazo superior ao mandato presidencial”, completa.

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